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Luanda, Escolas Pribem uso de Peruca, postiços e tissagem


As direcções das escolas Padre Inácio Tambu e Padre Ernesto Rafael, na cidade do Sequele, município de Cacuaco, província de Luanda, proíbem, desde ontem, a entrada de alunas com extensões de cabelo natural e artificial. 

 


A medida, extensiva, mas apenas a partir de hoje, às professoras, é considerada preventiva e vai ser aplicada até que sejam determinadas as causas dos desmaios ocorridos em alunos, a maioria dos quais do sexo feminino, das duas escolas da cidade do Sequele.
O director da escola Padre Inácio Tambu, também co-nhecida como 4073, disse, ontem, ao Jornal de Angola que a medida se deve à possibilidade de perucas, tissagem e postiço, que, resumidamente, são extensões de cabelo natural e artificial, estarem na origem dos desmaios por conterem produtos químicos para a sua conservação.
Paulino Satchenda acrescentou que, embora não tenha fundamento científico, a me-dida foi tomada por a maioria das meninas que desmaiaram terem estado com extensões de cabelo natural e artificial.
“Como sabemos que os produtos químicos são colocados nos postiços, decidimos tomar a medida”, esclareceu Paulino Satchenda.
Por sua vez, Xavier Castanheira, director da escola Padre Ernesto Rafael, também conhecida como 4078, disse que a medida se justifica devido à crescente preocupação da comunidade escolar e dos responsáveis do Distrito Urbano do Sequele e do município de Cacuaco.





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“A partir de amanhã (hoje), vamos, também, interditar a entrada de professoras que têm tissagem, até que a comissão multissectorial apresente publicamente as causas dos desmaios”, acentuou Xavier Castanheira.
O responsável pediu aos pais e encarregados de educação que colaborem com as direcções das escolas, porque a medida tomada é para o bem dos alunos, que devem ser sensibilizados para não irem à escola com extensões de cabelo natural e artificial.
A escola 4089 tem um regulamento que proíbe, há já algum tempo, aos alunos de usarem extensões de cabelo natural e artificial.
A escola primária é a única que não registou casos de desmaios, mas chegou a interromper as aulas por preven-
ção devido ao facto de estar próximo das escolas onde o fenómeno ocorreu em qua-
tro ocasiões.


“Não registámos nenhum caso e espero não registar”, acentuou o director da escola primária, Isaac Makemba.
Os últimos casos de desmaio aconteceram na terça-feira, dia em que desfaleceram 15 alunos e uma professora, depois de no dia anterior terem perdido os sentidos 76 alunos.
A maioria das vítimas dos desmaios de segunda e terça-feira está entre os 322 alunos que desfaleceram nos dias 5 e 8 deste mês.

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